Daqueles cujo domínio próprio não controla
São como bisturi, ferem a aorta contundente.
Provocam grandes terremotos, vítimas fatais
Corações destroem, intrinsecamente.
Armas potentes, machucam, ferem
Envenenadas de puro rancor, deixam feridas.
Golpes premeditados duramente
Fazem sangrar, quando friamente proferidas.
Quem as usa, tem consciência do mal feito.
Geralmente das regras e limites é conhecedor
Porem um prazer mórbido é sentido
Vendo no alvo do ódio, do sangue o sabor.
Ironicamente, não se dão conta os desatentos.
Os mesmos lábios que profetizam mansidão
Pregam o amor, falam de paz e harmonia.
Deixam marcas indeléveis, destroem coração.
Ousam citar de Deus o nome, fria realidade.
E incapazes de perceber espontaneamente
O tronco que lhes atravessa o olho, e os cega.
Apontam o cisco, no olhar do semelhante.
Talvez, em nome de uma vingança infundada.
Quem sabe o coração ferido, seja o argumento.
E para pisar, esmagar e ferir brutalmente.
Só esperam por uma brecha, um momento.
Quantos defeitos soterrados veríamos.
Pudéssemos a alma, em estado bruto sondar,
E remexendo escombros reconheceríamos.
Que apenas Deus tem poder para julgar.
Talvez , com nossos defeitos aparentes.
Pegaríamos à mão a esperar estendida.
E mesmo quando feridos e machucados
Entoaríamos apenas palavras de vida.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Quem sabe um dia
Quem Sabe um Dia
Quem sabe um dia
Quem sabe um seremos
Quem sabe um viveremos
Quem sabe um morreremos!
Quem é que
Quem é macho
Quem é fêmea
Quem é humano, apenas!
Sabe amar
Sabe de mim e de si
Sabe de nós
Sabe ser um!
Um dia
Um mês
Um ano
Um(a) vida!
Sentir primeiro, pensar depois
Perdoar primeiro, julgar depois
Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, aprender depois
Libertar primeiro, ensinar depois
Alimentar primeiro, cantar depois
Possuir primeiro, contemplar depois
Agir primeiro, julgar depois
Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois
Mario Quintana
Quem sabe um dia
Quem sabe um seremos
Quem sabe um viveremos
Quem sabe um morreremos!
Quem é que
Quem é macho
Quem é fêmea
Quem é humano, apenas!
Sabe amar
Sabe de mim e de si
Sabe de nós
Sabe ser um!
Um dia
Um mês
Um ano
Um(a) vida!
Sentir primeiro, pensar depois
Perdoar primeiro, julgar depois
Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, aprender depois
Libertar primeiro, ensinar depois
Alimentar primeiro, cantar depois
Possuir primeiro, contemplar depois
Agir primeiro, julgar depois
Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois
Mario Quintana
Me adora
Tantas decepções eu já vivi
Aquela foi de longe a mais cruel
Um silêncio profundo e declarei:
"Só não desonre o meu nome"
Você que nem me ouve até o fim
Injustamente julga por prazer
Cuidado quando for falar de mim
E não desonre o meu nome
Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Perceba que não tem como saber
São só os seus palpites na sua mão
Sou mais do que o seu olho pode ver
Então não desonre o meu nome
Não importa se eu não sou o que você quer
Não é minha culpa a sua projeção
Aceito a apatia, se vier
Mas não desonre o meu nome
Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Pitty
Aquela foi de longe a mais cruel
Um silêncio profundo e declarei:
"Só não desonre o meu nome"
Você que nem me ouve até o fim
Injustamente julga por prazer
Cuidado quando for falar de mim
E não desonre o meu nome
Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Perceba que não tem como saber
São só os seus palpites na sua mão
Sou mais do que o seu olho pode ver
Então não desonre o meu nome
Não importa se eu não sou o que você quer
Não é minha culpa a sua projeção
Aceito a apatia, se vier
Mas não desonre o meu nome
Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
Pitty
Equalize
Às vezes se eu me distraio
Se eu não me vigio um instante
Me transporto pra perto de você
Já vi que não posso ficar tão solta
que vem logo aquele cheiro
Que passa de você pra mim
Num fluxo perfeito
Enquanto você conversa e me beija
Ao mesmo tempo eu vejo
As suas cores no seu olho tão de perto
e me balanço devagar
Como quando você me embala
O ritmo rola fácil
Parece que foi ensaiado
E eu acho que eu gosto mesmo de você!!!
Bem do jeito que você é!!
Eu vou equalizar você
Numa frequência que só a gente sabe
Eu te transformei nessa canção
Pra poder te gravar em mim
Adoro essa sua cara de sono
E o timbre da sua voz
Que fica me dizendo coisas tão malucas
E que quase me mata de rir
Quando tenta me convencer
Que eu só fiquei aqui
Porque nós dois somos iguais
Até parece que você já tinha
O meu manual de instruções
Porque você decifra os meus sonhos
Porque você sabe o que eu gosto
E porque quando você me abraça
O mundo gira devagar
E o tempo é só meu
Ninguém registra a cena de repente
Vira um filme todo em câmera lenta
E eu acho que eu gosto mesmo de você
Bem do jeito que você é
Eu vou equalizar você
Numa frequência que só a gente sabe
Eu te transformei nessa canção
Pra poder te gravar em mim
Eu vou equalizar você
Numa frequência que só a gente sabe
Eu te transformei nessa canção
Pra poder te gravar em mim
Pitty
Se eu não me vigio um instante
Me transporto pra perto de você
Já vi que não posso ficar tão solta
que vem logo aquele cheiro
Que passa de você pra mim
Num fluxo perfeito
Enquanto você conversa e me beija
Ao mesmo tempo eu vejo
As suas cores no seu olho tão de perto
e me balanço devagar
Como quando você me embala
O ritmo rola fácil
Parece que foi ensaiado
E eu acho que eu gosto mesmo de você!!!
Bem do jeito que você é!!
Eu vou equalizar você
Numa frequência que só a gente sabe
Eu te transformei nessa canção
Pra poder te gravar em mim
Adoro essa sua cara de sono
E o timbre da sua voz
Que fica me dizendo coisas tão malucas
E que quase me mata de rir
Quando tenta me convencer
Que eu só fiquei aqui
Porque nós dois somos iguais
Até parece que você já tinha
O meu manual de instruções
Porque você decifra os meus sonhos
Porque você sabe o que eu gosto
E porque quando você me abraça
O mundo gira devagar
E o tempo é só meu
Ninguém registra a cena de repente
Vira um filme todo em câmera lenta
E eu acho que eu gosto mesmo de você
Bem do jeito que você é
Eu vou equalizar você
Numa frequência que só a gente sabe
Eu te transformei nessa canção
Pra poder te gravar em mim
Eu vou equalizar você
Numa frequência que só a gente sabe
Eu te transformei nessa canção
Pra poder te gravar em mim
Pitty
domingo, 12 de agosto de 2012
Na sua estante
Te vejo errando e isso não é pecado,
Exceto quando faz outra pessoa sangrar,
Te vejo sonhando e isso dá medo,
Perdido num mundo que não dá pra entrar
Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar, ao menos mande notícias
Você acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
Você tá sempre indo e vindo, tudo bem
Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido
Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
Só por hoje não quero mais te ver, só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se curam
E essa abstinência uma hora vai passar
Pitty
Exceto quando faz outra pessoa sangrar,
Te vejo sonhando e isso dá medo,
Perdido num mundo que não dá pra entrar
Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar, ao menos mande notícias
Você acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
Você tá sempre indo e vindo, tudo bem
Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido
Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
Só por hoje não quero mais te ver, só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se curam
E essa abstinência uma hora vai passar
Pitty
Balada das dez bailarinas do cassino
Dez bailarinas deslizam
por um chão de espelho.
Têm corpos egípcios com placas douradas,
pálpebras azuis e dedos vermelhos.
Levantam véus brancos, de ingênuos aromas,
e dobram amarelos joelhos.
Andam as dez bailarinas
sem voz, em redor das mesas.
Há mãos sobre facas, dentes sobre flores
e com os charutos toldam as luzes acesas.
Entre a música e a dança escorre
uma sedosa escada de vileza.
As dez bailarinas avançam
como gafanhotos perdidos.
Avançam, recuam, na sala compacta,
empurrando olhares e arranhando o ruído.
Tão nuas se sentem que já vão cobertas
de imaginários, chorosos vestidos.
A dez bailarinas escondem
nos cílios verdes as pupilas.
Em seus quadris fosforescentes,
passa uma faixa de morte tranqüila.
Como quem leva para a terra um filho morto,
levam seu próprio corpo, que baila e cintila.
Os homens gordos olham com um tédio enorme
as dez bailarinas tão frias.
Pobres serpentes sem luxúria,
que são crianças, durante o dia.
Dez anjos anêmicos, de axilas profundas,
embalsamados de melancolia.
Vão perpassando como dez múmias,
as bailarinas fatigadas.
Ramo de nardos inclinando flores
azuis, brancas, verdes, douradas.
Dez mães chorariam, se vissem
as bailarinas de mãos dadas.
Cecpilia Meireles
por um chão de espelho.
Têm corpos egípcios com placas douradas,
pálpebras azuis e dedos vermelhos.
Levantam véus brancos, de ingênuos aromas,
e dobram amarelos joelhos.
Andam as dez bailarinas
sem voz, em redor das mesas.
Há mãos sobre facas, dentes sobre flores
e com os charutos toldam as luzes acesas.
Entre a música e a dança escorre
uma sedosa escada de vileza.
As dez bailarinas avançam
como gafanhotos perdidos.
Avançam, recuam, na sala compacta,
empurrando olhares e arranhando o ruído.
Tão nuas se sentem que já vão cobertas
de imaginários, chorosos vestidos.
A dez bailarinas escondem
nos cílios verdes as pupilas.
Em seus quadris fosforescentes,
passa uma faixa de morte tranqüila.
Como quem leva para a terra um filho morto,
levam seu próprio corpo, que baila e cintila.
Os homens gordos olham com um tédio enorme
as dez bailarinas tão frias.
Pobres serpentes sem luxúria,
que são crianças, durante o dia.
Dez anjos anêmicos, de axilas profundas,
embalsamados de melancolia.
Vão perpassando como dez múmias,
as bailarinas fatigadas.
Ramo de nardos inclinando flores
azuis, brancas, verdes, douradas.
Dez mães chorariam, se vissem
as bailarinas de mãos dadas.
Cecpilia Meireles
Meu sonho
Parei as águas do meu sonho
para teu rosto se mirar.
Mas só a sombra dos meus olhos
ficou por cima, a procurar...
Os pássaros da madrugada
não têm coragem de cantar,
vendo o meu sonho interminável
e a esperança do meu olhar.
Procurei-te em vão pela terra,
perto do céu, por sobre o mar.
Se não chegas nem pelo sonho,
por que insisto em te imaginar?
Quando vierem fechar meus olhos,
talvez não se deixem fechar.
Talvez pensem que o tempo volta,
e que vens, se o tempo voltar.
Cecília Meireles
para teu rosto se mirar.
Mas só a sombra dos meus olhos
ficou por cima, a procurar...
Os pássaros da madrugada
não têm coragem de cantar,
vendo o meu sonho interminável
e a esperança do meu olhar.
Procurei-te em vão pela terra,
perto do céu, por sobre o mar.
Se não chegas nem pelo sonho,
por que insisto em te imaginar?
Quando vierem fechar meus olhos,
talvez não se deixem fechar.
Talvez pensem que o tempo volta,
e que vens, se o tempo voltar.
Cecília Meireles
Viver ****
Não guarde mágoas;
Guarde lembranças.
Não chore sobre águas passadas;
Recorde alegrias.
Não viva do passado;
.★ * ★.. Aproveite o presente.
★.★ * ★.. Não fuja do agora;
.*★ *..*.★ * ★..Prepare o amanhã.
★.★ * ★..*.*.★* Escolha o roteiro da sua vida.
.*★ *. *..* Apague o que já passou , não retorna mais.
.*★ *. *..*.★ Refaça seu acervo de lembranças.
.★ * ★.. Relegue as más recordações ao esquecimento.
Às boas dê ainda mais brilho.
Não economize alegria.
Um sorriso a cada manhã;
Um agradecimento ao final de cada dia!!!
Guarde lembranças.
Não chore sobre águas passadas;
Recorde alegrias.
Não viva do passado;
.★ * ★.. Aproveite o presente.
★.★ * ★.. Não fuja do agora;
.*★ *..*.★ * ★..Prepare o amanhã.
★.★ * ★..*.*.★* Escolha o roteiro da sua vida.
.*★ *. *..* Apague o que já passou , não retorna mais.
.*★ *. *..*.★ Refaça seu acervo de lembranças.
.★ * ★.. Relegue as más recordações ao esquecimento.
Às boas dê ainda mais brilho.
Não economize alegria.
Um sorriso a cada manhã;
Um agradecimento ao final de cada dia!!!
:)
*.*DEUS
* . *.*. * . ** . *.*abriu
** . *.*. * . * . * .as janelas
* .. * . * ..* * . *.*. * do céu
¸.•´¸.•*´¨) ¸.•*¨) * . *.*me viu,
(¸.•´ (¸.•` *.*.*.** . *.*. *e perguntou:
…*(¨`•.•´¨) .*.*.*.*.* * . *.*. *Qual o seu
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* .. *..(¨`•.•´¨). *`•.¸.•´* . *hoje?
..* … *`•.¸.•´ * *. * . * . * … *Eu
* . * . * . . * . *.*. * . * . * respondi:
___00000___00000 *.*. * . * .. *SENHOR
__0000000_0000000. * . * . *cuida
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______0000000 * . *. * . * . * .. * . *.*que
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* . * .. ** .. * . * . * . * . *.*essa
.. * . (\ *** /) * . *.*.*mensagem
.* . * ( \(_)/ ) * * . pois,
.* . * (_ /|\ _) . *. * ela é
.* . * . /___\ * . . * . *muito
*. * . * . * . . * . *.*. * . *querida
* . *.*. * . * . ** . *.*. * . *para mim!
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20 Passos
Da janela ao corredor: vinte passos
Um cigarro, a mesma cor
Um dia pra gastar
Quantas portas pra fechar, lavar o cheiro e o gosto
Foi sem hora pra voltar
Feche os olhos quando eu for mostrar
O meu mundo pra você que está sempre aqui
Em tudo o que existe ao meu redor
Da janela ao corredor: vinte passos
Um cigarro, a mesma cor
Um dia pra gastar
Quantas portas pra fechar, lavar o cheiro e o gosto
Foi sem hora pra voltar
Feche os olhos quando eu for mostrar
O meu mundo pra você que está sempre aqui
Em tudo o que existe ao meu redor
Agridoce
Um cigarro, a mesma cor
Um dia pra gastar
Quantas portas pra fechar, lavar o cheiro e o gosto
Foi sem hora pra voltar
Feche os olhos quando eu for mostrar
O meu mundo pra você que está sempre aqui
Em tudo o que existe ao meu redor
Da janela ao corredor: vinte passos
Um cigarro, a mesma cor
Um dia pra gastar
Quantas portas pra fechar, lavar o cheiro e o gosto
Foi sem hora pra voltar
Feche os olhos quando eu for mostrar
O meu mundo pra você que está sempre aqui
Em tudo o que existe ao meu redor
Agridoce
Dream
Sonhos. Como e quantas vezes se conjuga o verbo sonhar, no querer e no coração? Um momento, desculpe. Como e quantas vezes você conjuga o verbo sonhar, no seu querer e no seu coração? Inúmeras, não é mesmo?! Perdi as contas de quantos sonhos eu já tive. De quantos deles eu já realizei. E quantos nascem a cada dia. Me perco quando não encontro algo, alguém para sonhar. Muitas vezes me denominam como uma grande criança. Talvez eu seja, afinal não perdi o que de mais valioso elas tem. Não sei deixar de viver momentos simples que me trazem prazer e uma felicidade inexplicável, com; sonhar coisas do tipo que não posso faze-las. Entretanto a graça é apenas sonhar. Sonhar não é apenas uma soma, é uma multiplicação. Multiplicar o sonho de sonhar cada vez mais e sem parar. Sei que não há muita coerência nisso, aliás nenhuma. Entretanto viver sem, é como ter sede e não ter o que beber. Ou mesmo viver em um mundo sem oxigênio. Uma das minhas qualidade é o exagero. Sim! E por que não poderia ser qualidade? Uma vez que sonho sem exagero, não é sonho. Pois se não é exagerada é totalmente sem graça. Me diga: Qual é a graça de sonhar com o possível? Queiram por favor me desculpar, mas, o possível não é sonho. O impossível ser tornado possível que é a graça. Eu quero tantas coisas. Cada vez que falo em sonhos, ou em querer sonhar, surge um daqueles balões de desenho animado, e cenas se passam na minha cabeça. Ou como naqueles filmes antigos cheios de sonhos em musicais. Horríveis, eu sei!(risos). Mas sou eu e essa é a minha verdade. Meus sonhos costumam ser diferentes, mas insistem em andar de mãos dadas. Ainda bem 'pra' mim. Não posso enganar vocês e dizer que todos foram, são ou serão realizados;seria o mesmo que dizer que a fome de todo o mundo sera erradicada em menos de um ano. Mesmo assim desistir de sonhar é a pior insanidade que alguém pode cometer. Nem um louco é maluco suficiente para cometer esse desatino. Não seria você o primeiro, ou seria? Não! Nem em mil anos. Há três verbos que eu adoro e todos terminados em “ar “ , são eles: Acreditar, Sonhar e Respirar. Acredito que meu sonho vai se realizar, então respiro e sigo em frente, sem olhar e escutar o que me dizem.
Desabafo
Quem me conhece, e são mais ou menos... Ninguém! Sabe o que
eu tenho por dentro. Difícil pra eu entender o que estou sentindo, é um misto
de sensações e vontades. Ando confundindo sentimentos, fazendo burradas. Não
sei mais qual é o rumo, a rua a percorrer. Está difícil até para quem tenta me
ajudar. Não sei explicar, não tem definição. Eu estou! E é só isso. Estou
prestando atenção em algumas pessoas e palavras. Escuto, leio e vejo tudo ao
meu redor. Mudo e transmuto a todo instante. Estou pela primeira vez pedindo
ajuda e não me dispondo a ajudar. Pesou. Pela primeira vez eu sinto de fato um
peso. Eu já chorei, eu já gritei, eu já sorri, eu já bebi, eu já meditei. Nada adiantou,
nada! O que eu quero nesse momento para ser mais exata é fugir de mim, de
dentro! Não ouvir, não ver, não sentir. Ir para um lugar onde eu estivesse um
colo me esperando. E ninguém para me perguntar nada, só me abraçar e me
garantir que no final vai ficar tudo bem. Não adianta, eu já pedi eu já expliquei,
mas ainda sim há quem tenha a certeza de que eu sou uma fortaleza. Não meus
amores, eu não sou! Tenho a minha delicadeza, meus sentimentos, meus sonhos e
minhas frustrações. Espero que a partir de agora, vocês respeitem tudo isso.
Sei que não sou a gentileza em todos os momentos, grito, falo o que vem a minha
cabeça. Agora imaginem vocês o quanto meu coração está em cacos. Da mesma forma
que eu falo, eu também escuto. E dói duplamente, porque eu magoei uma pessoa
que eu gosto, às vezes sem querer, e também ouvi o troco, merecido. Não me
reconheço. Há alguns dias atrás estava tudo certo, de repente, tudo mudou. Não
está nada certo. E eu já não tenho mais vontades. Qualquer ponto vira
reticencias. Estou cansada de tentar justificar explicar, contar, cantar,
atuar. Chocolate não resolve, deixou de ser apenas um fluxo hormonal e passou a
ser de verdade. E para ser sincera, nem pra pedir ajudar eu sirvo, eu não sei
fazer isso. Em uma palavra defino: Fraqueza!
Ah...se tudo for verdade
Ah...se um dia todo sentimento for exposto pela alma; Se toda verdade for dita num olhar; Se toda as palavras for escritas por amantes.
Simplesmente ser
Não tenho ambições nem desejos.
ser poeta não é uma ambição minha.
É a minha maneira de estar sózinho.
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora.
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem sabe o que é amar...
Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...
A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.
ser poeta não é uma ambição minha.
É a minha maneira de estar sózinho.
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora.
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem sabe o que é amar...
Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...
A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.
sábado, 11 de agosto de 2012
Soneto de Separação
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vinícius de Moraes
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vinícius de Moraes
Soneto da Fidelidade
De tudo, meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor ( que tive ) :
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor ( que tive ) :
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure
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